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7.4.16


Para aquecer

12

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Tô me sentindo muito sozinha. Ando meio confusa nessa sua ausência, nessa minha carência, nessa abstinência que nem é propriamente de você. É de amor mesmo. Carinho, atenção, alguém pra confiar. Coisa que você nunca foi pra mim. Eu disse que não queria te ver de novo, e mais de uma vez, eu sei. Mas perdida assim, busco apoio até no sofrimento de gostar de alguém.

Tô te escrevendo pra pedir que se lembre de mim de vez em quando. E que não me deixe aqui sozinha, passando frio e esperando qualquer atitude. Cansei das suas dúvidas e inseguranças. Já sou insegura demais e por isso não cabe mais tanto medo entre nós. Gasto toda a minha energia, minha atenção e meu coração tentando manter algo que nem ao menos sei se é mesmo real ou se faz parte das malditas expectativas que eu sempre crio e você sempre faz questão de frustrar. E me mostrar que a realidade é muito diferente da minha imaginação colorida de mulherzinha.

Eu só queria te falar que se você me quer, vem cá. Se me ama, fala. Mas fala logo. Eu preciso saber. Se você gosta da minha companhia, se me acha engraçada, se eu tenho um papo interessante, se meu perfume é enjoativo, se minha voz é irritante, se eu cozinho bem, se você gostou do filme que te indiquei, enfim, se você gostou de mim. Eu preciso saber.

Só não me deixe aqui congelando e encolhida no meu canto, onde devia ser quente e aconchegante. Me puxe pelo braço e me leve pra casa, ou pra qualquer lugar. Eu só meio que imaginei que, talvez, quem sabe, você pudesse vir me aquecer.


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24.9.15


A gente sabe de nós

6

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Era tão fácil estar do seu lado naquele momento. Tudo tão simples como se os problemas lá fora não existissem. Mas existem, ainda que estar com você me faça conseguir ignorá-los. Eu tenho uma vida própria, sabe? Eu tenho coisas pra fazer além de ir correndo te ver. Antes de você aparecer pra bagunçar tudo, eu era uma pessoa normal. Dá pra acreditar nisso? Equilibrada. Sensata. Ou pelo menos eu tentava ser. Agora nem tento, nem disfarço o meu jeito de menina perdida sem você. Tô cada vez mais desastrada, estabanada, esquecida, distraída, derrubando tudo, tudo dentro de mim, você me desmontando e me desmoronando assim.

Por exemplo, hoje acordei e olhei pro relógio. Já estava atrasada o suficiente para as mil tarefas na minha agenda. E sabe o que fiz? Virei para o lado e dormi de novo, só pra poder tentar continuar sonhando com a gente. Mais tarde quase me perdi nessa cidade enorme cheia de pessoas apressadas - tão diferentes de você - porque estava distraída demais ouvindo aquela música que traduz a nossa relação. Eu andava tão devagar, tão fora do ritmo da metrópole. Eu estava era no nosso ritmo.

Eu sei que não posso ficar te ligando sempre que me dá na telha, eu sei. Também sei que o melhor é continuar fingindo que não tô nem aí se você liga ou não, que pra mim tanto faz, porque tenho um medo enorme de que você se assuste e fuja como já fez tantas vezes. Você sabe que a gente nunca vai ter o que as pessoas chamam de relacionamento sério, você sabe. E sabe que eu não preciso dizer o quanto gosto de você, já que isso está obviamente estampado no meu sorriso ao te olhar. 

Eu não preciso te dizer o quanto acho o máximo que os nossos signos combinem tanto. Ou do quanto eu amo quando você não faz a barba. Ou quando você some e reaparece da minha vida com uma naturalidade incrível. E do quanto eu fico me achando a garota mais sortuda quando vem me buscar de carro. Seria loucura admitir que gosto até do modo que você fuma e mais ainda quando sopra a fumaça pra longe de mim? Seria sim. É por isso que eu nunca vou precisar te falar essas coisas. Você sabe, eu sei, a gente sabe. A gente se entende tanto que prefere não admitir nada, sentimento nenhum. Vamos continuar fingindo que somos apenas amigos com benefícios, é melhor. Vamos ficar embriagados e conversar sobre todo tipo de assunto banal. Vamos fazer besteiras e morrer de rir. E depois, o silêncio. Nada de "eu te amo" ou "preciso de você". Um olhar e a gente sabe. É no silêncio que a gente se entende.

3.8.13


As palavras que você deveria ter dito

0

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Era um domingo à noite qualquer, entendiante como todos os outros. Até que ele apareceu para salvá-la. Assim do nada, como o príncipe que não era. Buzinou em frente a porta da casa dela. Na verdade, ela não queria mais falar com ele. Isso traz problemas e eu quero paz, pensava. Mas era dessas que tem o defeito de não conseguir ficar com raiva de ninguém. Muito menos dele, muito menos quando ele lhe dizia aquelas bobagens ao pé do ouvido.

Então, com a desculpa de estar cansada demais para sair de casa a pé, entrou no carro dele. Tinha esquecido como era bom quando estavam juntos, mesmo que só como amigos. Como ele fazia as coisas parecerem mais fáceis. Ele colocou uma música no rádio do carro. Primeiro ela começou a cantar. Depois pensou que talvez aquela música linda que ela adorava, fosse uma indireta. Não era.

Os dois conversaram sobre todos os assuntos banais que podiam. O medo de que o silêncio pudesse trazer à tona as lembranças do passado e as questões não resolvidas entre eles, era maior do que qualquer coisa. Talvez dessa vez seja diferente. Talvez ele tenha mudado, ela pensou. Não tinha. Eles eram os mesmos de anos atrás, e nada pode ser consertado quando tudo fica como está. Ela logo se lembrou disso, ufa. Se lembrou de tudo que já tinha sofrido por aquele cara e que tinha decidido dar um basta em tudo. Se lembrou de como foi difícil e doloroso tomar a decisão de ficar longe dele. Difícil demais pra ele querer chegar de mansinho assim e estragar meses de tranquilidade e amor-próprio.

Na volta, ele disse: "Bom...chegamos. Você ainda mora aqui né?" Ela deu uma risada amarga, dessas que até doem de tanto que custam a sair em meio ao nó na garganta, e respondeu: "Claro." Ele apertou o volante. E ficou esperando. Esperando que ela se inclinasse e o beijasse, exatamente como fez da última vez que a levou em casa. Ela tirou a chave do bolso, abriu a porta do carro, e esperou. Talvez ele a puxasse pelo braço e dissesse tudo o que ela precisava ouvir. Não disse. Ela ia embora. Sabe-se lá quando eles iam se ver de novo e ela ia embora. E ele a estava deixando ir embora. "Faça alguma coisa, seu idiota.", foi o que ele pensou. Ela também pensou a mesma coisa, com o coração muito mais apertado que o dele.

"Então, tchau." E saiu do carro. Olhando pela janela, ainda agradeceu pela carona e deu mais um sorriso amargo, tentando fingir que estava tudo bem e que eles eram apenas bons amigos. Ele continuou olhando para frente, não queria encará-la. Não queria lembrar como era aquele sorriso, tão cheio de melancolia, que ela sempre tinha quando se despediam. "Tchau." E pisou no acelerador, deixando-a pensando que ele era o babaca que parecia ser.

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21.7.13


Papo reto

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"Você não pode ver que no meu mundo um troço qualquer morreu, num corte lento e profundo entre você e eu." Cazuza


Não tenho paciência para 'sorrisinhos' simpáticos. Não para os que não forem de verdade, sabe? Principalmente quando não me sinto nem um pouco disposta a ser simpática. Não me entenda mal. Não costumo agir sempre como uma velha ranzinza e arrogante. Só de vez em quando mesmo. Mas não tenho saco pra gente que finge ser o que não é e muito menos pra gente que já é podre por dentro e nem faz questão de fingir. 

Sinceridade é coisa que admiro e não é porque falo tudo sem pensar que não penso pra falar. Bem, eu sei quando estou errada, se é o que você quer saber. Mas nunca vou admitir. Sabe por quê? Porque eu cometeria os mesmos erros outra vez. Sempre fiz o que achei certo, pelo menos naquele momento. E se depois eu perceber que estava errada, que se danem vocês. Eu fiz o que eu tava com vontade e me arrependeria se não tivesse feito. Eu sou assim, você já sabia disso quando quis se aproximar se mim. Explosiva, louca, neurótica, impulsiva e dramática. Prazer. Eu.

Todo gênio forte paga seu preço. E o meu preço foi você. Você e outros tantos que passaram pela minha vida e que eu afastei por não saber lidar com o que sentia ou simplesmente por não ter paciência pra ser legal mesmo. Não faz falta, se é o que você quer saber. Te cortei da minha vida de um modo tão rápido que nem doeu. Doeu mesmo foi ver o que a gente tinha se afundando em sentimentos tão infantis, os nossos. Você, com a sua estupidez masculina incurável. Eu, com meu pavio curto e mania de me achar sempre certa.

O negócio, cara, é que eu não suporto mais a sua hipocrisia. Tenho vontade de te perguntar "porque é que você finge se importar comigo mesmo?". Você faz questão de dificultar a minha decisão de não-olhar-na-sua-cara-nem-gostar-de-você-muito-menos-te-ligar-de-madrugada. Dá pra ter noção do quanto isso é difícil? Você sabe que eu sempre perco pra você nesses nossos joguinhos, mas deixa eu te contar um segredo: contigo eu não jogo mais. Derrubei todas as peças do tabuleiro há muito tempo. E só você não percebeu. Coitadinho.

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17.7.13


No meio do amor tinha uma pedra

2

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Ele olha pra mim e eu me sinto bem e feliz. Você olhava pra mim e minha pernas tremiam, meu rosto corava e o coração quase saltava pela boca. Perdia o rumo dos pensamentos, das palavras, do caminho, perdia o rumo, enfim. Era assim, e eu me lembro muito bem.

Parece que nunca vou conseguir sentir por ninguém o que eu sentia por você. Talvez eu sinta algo melhor, talvez algum dia eu tenha um relacionamento de verdade ou um amor puro e lindo. Talvez um dia eu seja a protagonista da comédia romântica mais fofa de todas. Mas nada vai me tirar a saudade que eu sinto do que eu sentia por você. Veja bem, eu não sinto a sua falta. Eu sinto falta do que nós tínhamos, uma conexão que eu achava muito valiosa para ser desperdiçada, e por isso esgotei toda a minha energia insistindo em uma história que você nunca fez a menor questão de que tivesse um final feliz. Acho que me enganei. Uma pena. Uma perca de tempo.

E mesmo admitindo que, quando olho pra trás ainda sinto saudades de tudo - do modo como nós nos entendíamos só com um olhar, ou como você adivinhava o que eu ia dizer antes mesmo que eu pudesse formular a frase na minha cabeça, ou até os nossos signos que diziam que podíamos ter sido um casal perfeito, podíamos - mesmo admitindo tudo isso, admito ainda mais alto que estou bem melhor agora. Mais feliz, mais disposta, mais viva. Porque já não gasto mais tanto tempo, energia e coração com alguém que nem sequer olha para trás pra saber se não tropecei numa dessas pedras da vida, que ficam no meio do caminho.

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11.7.13


Apaixonada por palavras - Paula Pimenta

1

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Assim que eu vi esse livro na estante da livraria, já sabia que ia adorar. Só o título já me fez sentir uma identificação enorme com a escritora, Paula Pimenta - a autora de Fazendo meu filme e Minha vida fora de série, e assim que o abri dei de cara com a frase "sou geminiana". E sim, eu também sou geminiana e sou dessas pessoas loucas por signos, então resolvi comprar!



 É um livro de contos e crônicas, e de tanto que gostei quis postar pra vocês um texto lindo maravilhoso que dá nome ao livro:

Apaixonada por palavras

Odeio cantadas. Flores não me seduzem. Chocolates então, nem pensar. O que me comove são palavras.

No caminho de casa, passo por uma pista de cooper onde têm barras e aparelhos de ginástica. Em qualquer hora do dia ou da noite, rapazes de se fazer inveja aos galãs globais puxam ferros, correm mais do que para tirar a mãe da forca, levantam pesos, malham até o dedão do pé. Ao lado deles, garotas soltam suspiros para cada flexão de braço, lançam exclamações para cada bíceps trabalhado, fazem votação para definir qual peitoral é o mais sarado. Deixo tudo para elas. Tais rapazes não merecem um segundo olhar meu. Para mim, músculo em excesso é inversamente proporcional à inteligência.

Fim de semana. Depois de muita insistência, aceito o convite das minhas amigas para ir dançar, mesmo sabendo que me arrependerei. Lugar dos infernos. Quente, barulhento, enfumaçado. E ainda por cima tenho que escutar aquela mesma frase: "E aí, gata, vem sempre por aqui?". Fico na dúvida entre vomitar, sair correndo ou fingir que sou surda.

Outra situação: O moço é lindo. Toca violão. Minha família gosta dele. Já estou quase convencida de que é minha alma-gêmea. E então ele me manda um cartão: "Não me canço de te olhar". É, querido, vai ter que olhar para o outro lado. Cansada estou eu de quem não sabe escrever nem em português.

Mas por que eu sou tão viciada em palavras? Por ter crescido lendo enquanto minhas amigas brincavam de pique-esconde? Por minha primeira paixão ter sido o Cebolinha, nos gibis da Turma da Mônica? Por amar poesia desde que nasci? Não sei. O fato é que me desperta curiosidade quem sabe escrever o que pensa.

Garotos que escrevem bem têm um charme diferente. Suas palavras me acariciam de tal forma, que se tornam vitais para minha sobrevivência. Se eles têm tanto cuidado com a escrita, imagine o carinho que teriam comigo... Ah, os homens que sabem escrever! Alguns conseguem ser tão sinestésicos, que chego a perceber a voz deles por entre as linhas.

Os que mais me impressionam são os que adivinham meu pensamento, mesmo sem me conhecer. É indescritível a sensação de ler um texto e me identificar totalmente com as palavras do escritor. É como se ele tivesse roubado a ideia que eu ainda não havia tido, mas que já existia em mim. Emocionante perceber, na medida em que meus olhos vão descendo por sobre o texto, que existe alguém que pensa exatamente como eu.

Infelizmente, a recíproca não é verdadeira. O sexo masculino, no geral, ainda se sensibiliza mais com um corpo esculpido do que com a forma que as escritoras dão às suas frases.

No dia em que eu encontrar um que se importe mais com o que eu escrevo do que com a minha embalagem, eu me caso. Desde que a proposta seja feita por escrito. E que por trás daquelas palavras, existam óculos em vez de músculos.


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18.6.13


Por não estarem distraídos

0

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dear insanity

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Texto de Clarice Lispector

21.5.13


Aos meus maiores amores

2

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Alguém que me faça rir, quando o mundo me fizer chorar. Alguém que me olhe nos olhos. Alguém para estar sempre ao meu lado quando eu precisar. Alguém que me escute. Alguém que me entenda, ou finja que me entende. Alguém que sacrifique uma festa legal ou uma saída com os amigos pra ficar comigo, para me dar colo e cafuné de vez em quando. E para quando eu me descontrolar em meio às minhas oscilações de humor, alguém para me acalmar. E nos momentos mais estressantes, quando parece que o mundo vai desabar sobre mim, alguém para me lembrar de não levar tudo tão a sério. Ou quando meus pés saírem do chão, alguém para não me deixar esquecer de que a realidade bate à porta. Sempre.

Alguém que não vá embora quando eu pisar na bola. Porque sim, eu farei muitas besteiras. Alguém que festeje as minhas vitórias e padeça com os meus fracassos. Alguém que me faça ver o lado bom das coisas, mesmo quando tudo parecer perdido. Alguém que me irrite, me provoque e me desafie. Alguém que saiba contar piadas, mas prefira rir dos meus micos. Alguém que valorize as melhores pequenas coisas da vida e que me faça ter crises de riso incontroláveis. Enfim, alguém como você.

Obrigada por tudo. Por sempre ter estado do meu lado. Por me fazer confiar assim cegamente em você, sem medo nenhum. Pessoas assim a gente valoriza, sabe? Eu te valorizo, te amo. Não falo, e demonstro de um jeito bem torto, eu sei. Com socos, pontapés e palavrões, hahah. Obrigada, amigos.

É, eu tô falando de amizade. Esse sentimento lindo e puro, que se for mesmo de verdade, nunca vai te machucar. Amigos são esses seres mágicos que tem a capacidade de deixar nosso dia melhor só com um sorriso ou um consolo, ou só por existirem. Porque quem precisa de fadas madrinhas ou super herois, quando se tem amigos de verdade?

Esse texto é dedicado à todas as minhas amigas e amigos verdadeiros. Achei que mereciam. Muito obrigada a todos os meus anjos, meus maiores amores.

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17.5.13


Despedida

4

Sabe aquela sensação de que nada vai ser como era antes, nunca mais? Pois é. Só que ainda não se decidi se isso é bom ou ruim. É sempre assim quando algo bom termina. Dá uma alegria e ansiedade enorme de começar coisas novas, de viver e ser livre. Mas também dá um aperto e angústia inexplicável. Como se a gente hesitasse entre não ir embora nunca ou fugir correndo de uma vez. Ou como quando a gente termina de ler um livro, mas não consegue sair da história. Uma angústia. Uma vontade de começar o livro todo de novo, mesmo tendo outros para ler. Outros mundos a descobrir.

Não é nem saudade, é medo. Medo de não ser capaz de seguir sozinha, medo do desconhecido, medo de sentir tanta falta do que passou que isso impeça de seguirmos em frente. É por isso que eu odeio despedidas.

Geralmente eu não me despeço. Saio de mansinho, sem avisar. E sempre tenho que escutar alguém perguntar porque eu tô "sumida". É, eu sou medrosa mesmo. Não quero que as pessoas saibam da minha fragilidade, então evito qualquer situação que exija um pouquinho de delicadeza ou sensibilidade. Antipática, é o que dizem. Grossa, chata, irritante. Coitada, acha que engana alguém com essas máscaras de durona.

Mas dessa vez eu quis a despedida, sabe? Por mais que doa e sufoque, eu quis. Afinal, era a última vez. Sem replay ou flashback. E como resistir a tentação de se agarrar ao último momento até que ele escorra entre os dedos? É horrível isso que a vida faz. Faz com que as pessoas, para seguirem em frente, precisem seguir caminhos opostos. Faz a gente ter que escolher entre duas coisas que provavelmente nos fariam bem. Droga. Será que não dava pra ter tudo sem abrir mão de nada?

Eu queria o mundo e tudo que há nele. E se para viver eu tinha que me soltar dos seus braços...

Adeus, amor.

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13.5.13


Monomania

3

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Eu queria te encontrar hoje. Te contar tudo o que tem acontecido na minha vida, te falar de mim e falar de nós. Ou só ouvir sua voz mesmo. Queria que você percebesse como eu mudei. Como estou mais inteira, mais viva sem você. Ou só sentir seu cheiro mesmo.

Queria poder te procurar a qualquer instante e dizer que sinto a sua falta, que te quero. Sem precisar ter a preocupação das consequências que isso iria gerar. Enfim, que acabasse o medo de sofrer. Porque afinal, nesse meu sonho, você não me faria sofrer. Você nunca teria me feito sofrer.

Queria pensar em como seria nós dois, se tivesse dado certo. Queria sonhar com você, ou trazer o sonho pra realidade. Queria não ter mais medo e queria que tudo fosse mais leve entre a gente. E que não fosse tão complicado assim. Essa coisa que há, que se arrasta e nos agarra, e nos desespera. E me deixa fraca e pesada. Queria que não tivesse mais dramas. Menos drama e mais amor, por favor.

Eu queria mesmo, meu bem, aparecer feliz e radiante na sua frente. E que você soubesse que não preciso de você e que estou melhor sozinha. Ou que encontrei outro amor, que seja. Queria olhar nos seus olhos com a determinação e a frieza de quem não está nem aí. E no meio do meu fingimento passar a acreditar nas minhas próprias mentiras. Porque sim, são mentiras. Não tô nada bem e você não está aqui. Não tô nada bem porque você não está aqui.

Mas sabe o que eu mais queria? Que esse texto não fosse pra você. Como todos os outros. Droga.

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22.4.13


Ferida de amor não dói?

7

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Eu tenho essa necessidade meio louca - e até absurda - de expressar o que eu sinto com um papel  e uma caneta, simplesmente por não conseguir verbalizar porra nenhuma do que há dentro de mim. Vivo me perdendo entre o vazio de não amar ninguém e o caos dos amores impossíveis. Porque não gostar de alguém significa um buraco enorme no peito, um coração implorando por qualquer amor vagabundo ou paixão bandida. Qualquer coisa. Mas que faça sentir. Mesmo que faça sofrer.

É quando ele se lembra que tinha ele na parada, há algum tempo. Tinha ele no passado. E ele me fez sentir. E esse mesmo coração começa a remexer no que passou, remoendo sentimentos só pra ter por que chorar, só pra morrer de amor mais uma vez.

Como se eu tivesse juntado todas as tralhas  velhas de uma história e jogado em uma gaveta qualquer, por não ter mais espaço em nenhum outro lugar e por não ter coragem de jogar fora definitivamente, e de tempos em tempos precisasse abrir a gaveta e bagunçar tudo de novo. E olhar as fotos antigas, e reler as cartas amassadas, e acabar com uma garrafa de vinho ouvindo todas as músicas que me lembravam dele.

Desconfio que o tempo não cure merda nenhuma. A ferida cicatriza só o suficiente para que a gente - com essa mania insuportável de dramatizar sentimentos e ser masoquista - possa arrancar a casquinha com a unha, até sangrar mais. E a gente continua fazendo isso, até aparecer outra pessoa que nos faça esquecer completamente desse machucado que, aí sim, cicatriza.

Até que essa outra pessoa também vai embora e deixa outra ferida maior do que o mundo, aparentemente incurável. Mas relaxa, porque cura sim. Ou isso ou a gente se acostuma com a dor.

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25.3.13


Amor pra recomeçar

5

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Engraçado é perceber que não preciso mais evitar de ouvir a sua banda favorita, porque isso não me traz mais nenhuma angústia ou tristeza. Porque eu não te comparo mais com o vocalista, e nem te acho tão bonito quanto ele. Engraçado é não me identificar com cada música de amor, de qualquer banda ou gênero, porque eu achava um saco ter que admitir que uma música sertaneja "de corno", como eu dizia, descrevia perfeitamente como eu me sentia. E mais engraçado ainda, é como as músicas marcam as fases da vida da gente. Fases que passam.

Eu deixei de ouvir muitas canções por sua causa, sabe? Havia uma ou duas músicas de amor que me faziam lembrar de cada momento feliz ao seu lado, o que tornava o momento presente muito doloroso. O momento presente, passado. Mas engraçado mesmo, é notar que tudo isso, toda essa bobagem, passou. E que eu não espero te ver de novo, e que você desistiu de mim, assim como eu desisti de te esperar. Acabou. Passou. Já foi, já era. Fim.


E apesar de eu ainda me lembrar no nosso abraço de despedida e estar plenamente consciente de que ele aconteceu apenas há alguns meses, eu tenho a maravilhosa sensação de que se passaram anos. De que o futuro me espera, e ele não inclui você. De que já estou vivendo o futuro. E traçando meu caminho, seguindo a minha vida e essas coisas que as pessoas precisam fazer quando um relacionamento acaba. Exceto pela parte do "a fila anda". Não andou. Ainda. Meu coração não está desocupado porque meu amor por você ainda ocupa um canto escuro, quase invisível dentro dele, que eu insisto em ignorar. E vai ser assim, até nunca.

Até alguém chegar e fazer da minha vida um vendaval de emoções outra vez. Alguém diferente de você, alguém especial. Alguém que valorize o que há de mais puro no amor. Alguém que me faça sorrir, e só sorrir. Sem lágrimas, sem ciúmes, sem angústias, sem gritos, sem dramas. Só amor.

12.3.13


O nome dele

6





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Ela estava acostumada com a solidão. Afinal, sempre fora muito tímida. E a timidez é um caminho rápido para o isolamento. Era tão mais cômodo não ter que se esforçar para fazer amigos. Mais fácil se contentar em ser a sua própria companhia. Mas ultimamente, ela andava sentindo a necessidade de sair de dentro de si mesma e sentir como é lindo o mundo lá fora, e quantas pessoas legais e interessantes existem por aí. E isso requer coragem, sabe? Requer perder o medo de se mostrar.

Porém, o motivo que realmente a fez decidir dar um basta na timidez, foi que ela se apaixonou. Ah, o amor! Aconteceu de repente e à primeira vista. Ela gostava muito de imaginar como seria a sua primeira conversa com aquele moço bonito. E qual seria o seu nome? Talvez um nome angelical, como Miguel. Ou forte, como Heitor. Ou seria nome de galã de cinema, como John ou James?

Um dia, ela finalmente tomou coragem e perguntou o nome do rapaz.
- É Wellerson, ele respondeu sorrindo. E então ela percebeu, que apesar do nome horrível, valeu a pena ter vencido a timidez pelo moço de sorriso tão bonito.

PS.: Mil desculpas a você que se chama Wellerson - ou qualquer coisa parecida. Aposto que tem um sorriso lindo. 

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6.3.13


Tem que saber recomeçar

6

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A gente sempre se ilude ao pensar que ainda vai dar tudo certo no final. Mas eu parei. Parei de pensar que vai chegar um dia no qual vamos ficar juntos, porque não vai. A vida não é uma comédia romântica com final feliz, e isso você me ensinou direitinho. Me fez desacreditar do amor puro e verdadeiro e me mostrou que o mundo é doentio e traiçoeiro. Obrigada. Por ter me deixado um pouco mais fria e menos ingênua. Você não foi um completo inútil, afinal.

De qualquer forma, tô aprendendo a ficar de pé outra vez. Sozinha. Eu sempre aprendo. Porque uma simples paixonite me arrasa e me destrói completamente por alguns dias, só pra depois eu poder ter forças pra recomeçar em algum outro canto qualquer, feliz e pronta para um novo amor. Mesmo que eu vá sofrer, não importa. Eu sempre recomeço inteira de novo. De novo e de novo, porque a vida é assim, feita de recomeços.

Então não pense que você foi especial. Não foi. Você foi só uma paixão que passou feito furacão e me fez endurecer mais e confiar menos. Mas sem perder a capacidade de me apaixonar, quantas vezes for preciso. Porque agora eu só preciso me lavar de toda essa nossa história suja e sentir, pelo menos uma vez, a leveza que pode ser o amor.



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18.2.13


Sobre amor e hipocrisia

10

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Tem gente que parece que tem necessidade de namorar. Mas as pessoas namoram quando estão apaixonadas, certo? Errado. É assim que deveria ser, é claro. Mas nem sempre é assim que é.

Parece que o que as pessoas querem mesmo é preencher o vazio de ser um só, e não um par. E fugir da cobrança da sociedade que vem em forma de perguntas como: "E os namoradinhos?", seja da sua tia gorda ou não. Ou isso, ou simplesmente querem alterar o status do facebook
para "em um relacionamento sério". Me poupem.

Em um mundo em que se preocupam mais com status e aparência do que com sentimentos, é meio raro achar um casal que se ame. E eu tô falando de amor verdadeiro. Tem gente que confunde atração com amor, interesse com atração, amizade com paixão. Daí começa um relacionamento, muda o status do facebook, compra aliança de compromisso, chama o outro de 'amorzinho'. Isso tudo pra quê? Para esfregar na cara da sociedade um rótulo de "eu tenho namorado"? Qual a vantagem, sério? Porque eu tô cansada de ver homem comprometido que arrasta asa pra metade da população feminina e corna que se faz de burra e aceita o chifre só para "manter as aparências". É muita hipocrisia pra pouco amor.

Dá vontade de chacoalhar a fulaninha até ela acordar pra vida e perceber que a única coisa com a qual ela deveria se preocupar é com ela mesma, e a única coisa na qual ela deveria acreditar é no ditado que diz "antes só do que mal acompanhada". Aliás, esse devia ser o lema de vida de qualquer mulher. Porque cá pra nós, eu sei muito bem respirar sozinha. E não preciso de ninguém pra ser completa.

Agora, mudando de assunto. Digamos que você  gosta do cara (ou da menina), mas não o ama, muito menos está apaixonada(o). Mas você quer muito namorar já que todas as suas amigas namoram e tal, e você está cansada de ficar sozinha. Afinal, "o amor vem com o tempo, né?" Não! O amor não vem com o tempo, seus idiotas. Muito menos surge do nada. Amor nada mais é do que o fruto da paixão. E paixão é aquele sentimento que chega de repente, quando você menos espera, faz seu coração bater mais rápido e vira sua vida de cabeça pra baixo. E te deixa a-pai-xo-na-da.

Isso é paixão.

O amor é o sentimento que dá lugar a paixão, ou se acrescenta a ela. Ou seja, para amar você tem que estar apaixonado(a). Então não adianta tentar me convencer com o discurso de que "amor vem com o tempo", porque não vai rolar. A não ser que você seja obrigada a se casar com um pretendente que seus pais escolheram. Aí sim, minha filha. Aí é até melhor você acreditar que vai aprender a amar o cara, para o seu bem.

Mas na prática, amor não se ensina e não se força, ninguém aprende a amar ninguém. A gente simplesmente ama - muitas vezes a pessoa errada -, porque o amor não precisa de explicação, muito menos de fingimento.

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17.2.13


Top 5: Blogs de Textos

23

Visite o 20 anos blue,lá tem um monte de textos e posts novos ;) 


Bom, quem acompanha o blog deve saber que eu amo escrever, e que ás vezes posto uns textos meus por aqui. Mas é claaaaro que pra gostar de escrever tem que gostar de ler, certo? E eu leio muito, de tudo, inclusive blogs. E meu tipo de blog favorito são os blogs de texto. Por isso resolvi fazer esse post com os meus preferidos, afinal, quem não conhece tem que conhecer e começar a ler esses textos lindos que me deixam super inspirada, hahah.

Ah, e essa lista não está em ordem de preferência, nem nada. A ordem é por acaso mesmo.


1. Isabela Freitas

O blog da Isabela não é só de textos. Lá ela também fala de maquiagem, moda, seriados, música etc. Mas confesso que, os meus posts preferidos são os de textos. Inclusive os de outros autores, que são colunistas. 

Obs.: Ela escreve tão bem que vai até lançar um livro pela Editora Intrínseca. Já estou ansiosa!


Trechinho: "Adivinha? Tentar te esquecer me faz lembrar você. Me faz lembrar de como suas mãos se encaixavam perfeitamente no meu pescoço. Me faz lembrar de como era o cheirinho do seu cabelo. Me faz lembrar do seu beijo pausado e sem pressa. Me faz lembrar de como você me fazia sentir. De como eu me sentia a garota mais feliz do mundo por ter uma pessoa tão incrível ao meu lado. Me faz lembrar que ele não era você. Que nenhum daqueles garotos na boate seria igual a você. Me faz lembrar que eu não deveria ter saído aquela noite. Eu não gostava daquelas garotas, não gostava de ir a boates e muito menos de beber. Disse que ia no banheiro e não voltei mais. Fui para casa com os saltos na mão e o coração na boca." Leia mais.


2. Raiane Ribeiro

Esse blog é sim, só de textos. A Raiane Ribeiro não posta com tanta frequência, mas tem cada texto mais lindo que o outro. Sou apaixonada pelos textos dela e me identifico bastante.




Trechinho: "Quero deixar de ser adeus. Quero deixar de ser distração. Quero deixar de ser um conto breve ou um drink num bar qualquer, entende? Preciso me desprender de tudo o que me impede de ser feliz. Olhando sua foto eu vejo que tenho tudo o que preciso, mas não permito que seja só isso. Quem se contenta com finais felizes? E então eu vejo que tenho algum problema porque sinto que sou a única pessoa no universo que não se contenta com a felicidade. Ser feliz me dói. Sorrir me dói. Viver sendo eu mesma me dói, então me escondo em qualquer fantasia empoeirada dentro de mim." Leia mais.


3. Depois dos Quinze

O Depois dos Quinze é o blog da Bruna Vieira, que recentemente lançou um livro que leva o mesmo nome do blog - já fiz um post sobre ele, clique aqui para ler. Eu tô louca pra ler o livro, mas enquanto isso a gente vai se contentando com os textos do blog né? Hahah. O blog também não é só de textos, fala de muitas outras coisas. Mas é só clicar na tag 'textos de amor' e ler o que a Bruna escreve.

Trechinho: "O amor não bate à nossa porta. Ele entra, bem devagarzinho, pela fresta esquecida da janela de madeira. Percorre lentamente seu caminho, desviando da estante e do sofá, chegando até a fechadura enferrujada do seu quarto. Acelera o coração. A gata se assusta. Então ele desce, rastejando pelo chão sem qualquer dignidade, e te encara, frente a frente, como se fosse pela primeira vez. Não adianta se esconder debaixo da coberta do passado ou praticar qualquer teoria de desapego. Conselhos nunca serão um motivo forte o suficiente. O final da história não existe até que ela efetivamente comece. Antes de dormir, agora, você faz planos. Todos eles se parecem por um único motivo. Pequenas pistas são deixadas no caminho." Leia mais.


4. Sem Clichê

A blogueira do Sem Clichê é a Marcella Brafman. Adooooro os textos dela, por que têm uma boa dose de ironia e irreverência - o título comprova isso! Além de ter seu próprio blog, ela também é colunista no da Isabela Freitas. No Sem Clichê você também acha texto de outros autores, e várias colunas legais.

Trechinho: "O jeito é pedir para tirarem uma foto nossa, só pra você ver o tanto que fica bonito. Ou melhor, deixa eu ler pra você a combinação dos signos, que diz que a gente foi feito um pro outro desde os tempos de maomé. Se você não entendeu ainda, eu chamo a minha vizinha do 702 que entende tanto de amor, que vive sozinha. Ela vai olhar pra gente juntos e sentir um arrepio. E daí você vai entender, não vai?" Leia mais.


5. Entre Todas as Coisas

O legal do Entre Todas as Coisas é que é um blog com textos sobre mulheres e para mulheres. Aí já viu, né? Fica muito fácil se apaixonar por esses textos lindos, escritos pelo Daniel Bonovolento.

Trechinho: "Você é meu amor imaginado. Sonhado pra aparecer um dia desses no meio das nossas loucuras. Com todos os nossos problemas e com aquela coisa que faça com que a gente se apaixone pelos olhos um do outro. Com calma pra eu não tropeçar e cair pra dentro de você. Me afogar. Me afundar. E não querer mais sair dali, mesmo que perdido. Você é o meu amor de roteiro romântico. Do tipo que perdoa as minhas maluquices e não pergunta o que eu conversei com meu terapeuta hoje. Do tipo que se magoa porque eu falei muito sobre a minha ex, me dá uns dois socos no ombro direito e vai dormir com o telefone desligado. Do tipo que eu reconheceria assim que tivesse a oportunidade de conduzir uma dança e pisar nos seus pés. Pra fazer a gente cair no meio de todo mundo. E pra você começar a rir desesperadamente e transformar o constrangimento em alegria." Leia mais.

Top Extra: Eu Quero Tudo!

Pois é, como eu disse eu também escrevo. E é claro que eu gosto dos meus próprios textos, senão não postaria aqui, hahah. Então quem não leu ainda, recomendo que leiam, os meus textos e os blogs da galerinha aí de cima, porque são muito bons! Os daí de cima muito mais, é claro, hahah.

Trechinho: "Sou dessas que diz não, mesmo querendo dizer "sim, sim, sim, por favor!". Sou dessas que finge desapego para esconder sentimentos, ao mesmo tempo que entrega o jogo com um olhar assustado que tenta se fazer de desinteressado. Sou dessas que nega estar apaixonada, mas fala tanto dele que faz as amigas ficarem de saco cheio. Sou dessas que ri do sentimentalismo, mas que é cheia de sentimentos. Que bagunçam, machucam, confundem. E quando fica insuportável, transbordam. Derrubando tudo pelo caminho." Leia mais.

Esse foi meu top 5 de hoje, mas eu leio muuuitos outros blogs além desses. Beijinhos e até o próximo post. ;*


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4.2.13


Sozinha é melhor

8

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De repente a gente se encontra. De repente a gente se olha. E de repente havia alguma coisa no ar.     Como é possível que depois de tanto tempo, ainda exista sentimento entre nós? Ou química, sei lá. Chame do que quiser, mas definitivamente havia alguma coisa ali.

E eu fiquei me perguntando quantas vezes eu teria que te esquecer, só pra você reaparecer de novo, sorrindo para mim como se nada tivesse mudado e destruindo completamente meu mundo. Outra vez. Por quanto tempo eu seria capaz de continuar fingindo que nossa história virou passado? É, porque é isso que eu digo pra todo mundo. Pena que por dentro e por tanto tempo, eu esteja assim tão destruída. E tão apaixonada. Por você. Ainda. Droga.

E eu fico me agarrando a cada sensação que você me faz sentir quando surge assim do nada, como se isso fosse te impedir de partir de novo. Mas não impede. Nunca impediu. Você sempre vai, e sempre volta. Acho que é justamente esse seu desprendimento que me prende tanto. Ou talvez seja a sua mania insuportável de me mandar mensagem bêbado de madrugada e o fato de eu sempre responder. Eu não consigo evitar, sabe? É como se eu precisasse de você por perto. Só que eu não preciso. Não mesmo. Nunca precisei.

É uma pena que esse meu coração idiota tenha uma pequena dificuldade em assimilar essa informação. Por isso o ignorei. Ignorei meu coração. Ignorei você. Porque meu cérebro é esperto e sabe muito bem que, na verdade, eu fico muito melhor sozinha.

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3.2.13


Carta a quem um dia me amou

5

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Eu sou complicada, admito. O problema é que não tenho nada de perfeitinha. Sou impulsiva, estúpida e extremamente egoísta. Mas você sabia disso. Quis me conquistar pelo desafio e acabou se apaixonando. Mesmo sabendo que eu não sou do tipo que se deixa levar. Eu te avisei.

Erro meu foi achar que podia cair fora depois de tudo que passamos juntos. Erro seu foi achar que podia domar meu coração, erro seu foi achar que todo o meu sarcasmo era só uma tentativa de esconder meus sentimentos por você. Pena que eu nunca tive sentimentos por você. E eu nem me dei ao trabalho de me explicar. Simplesmente te ignorei. Tanto faz.

Há quem pense que esse meu jeito insensível e até um pouco canalha é fruto de uma série de decepções amorosas. Engana-se. Eu sou assim por que sou. Não preciso sofrer para saber como é. E me sinto extremamente entediada com tudo que tenho ou posso ter facilmente. É que tenho paixão por coisas impossíveis e situações improváveis. E tudo que fica ao meu alcance, automaticamente perde a graça.

E não me orgulho de ser assim, tenha certeza disso. Não me orgulho de não me importar, de não me apegar. De afastar as pessoas com esse meu "lado negro" simplesmente por não conseguir entregar o meu melhor a quem realmente merece. E você merecia.

21.1.13


Sobre a merda que é o amor

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Porque é que eu me sinto tão insegura com você? Como se você pudesse me destruir inteira só de se aproximar? E você sabe que pode.

Contigo eu me desarmo e quase gosto dessa dor que me atinge. Eu nunca tive a parte boa do amor. Eu diria até que tô acostumada, pra mim sempre foi tristeza, solidão e desespero. Nunca gostei de alguém que realmente gostasse de mim. Nunca me senti bem por estar apaixonada. Nunca pude te chamar de "meu". Foram dragões no meu estômago, e não borboletas.

Como é que o amor pode ser tão maravilhoso para todo mundo, menos pra mim? Olhar nos seus olhos me faz querer sumir e ficar com medo de mim mesma e desse sentimento louco.

Mas talvez o problema não seja eu. E um simples sentimento não pode ser assim tão cruel. Cruel é você. Que percebe a paz  e a tranquilidade da minha vida longe de ti e sempre volta para bagunçar tudo outra vez. Porque você sabe que eu nunca gostei de tranquilidade.

Talvez o problema do amor comigo seja só você. O meu maior problema, e ao mesmo tempo minha única solução.


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18.1.13


Meta de ano novo: Ser mais corajosa

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Sabe, eu acredito muito naquele velho clichê de “ouça seu coração”. Esse é o melhor conselho para qualquer situação. Corações apontam para a direção certa, sim.
Eu juro que entendo essas pessoas que se fecham para a vida e para as experiências que ela pode nos proporcionar. Até porque eu também sou um pouco assim. Medrosa. De uns tempos pra cá, eu diria que tô melhorando isso. Aprendendo a correr riscos. Sem medo de quebrar a cara. É o que todo mundo deveria fazer. Como diria Cazuza:

“Porque te dá um medo filho da puta: de ser feliz, medo de amar, medo de ser bom. Tudo que faz bem pra gente, a gente tem medo."

Mas em 2013 eu quero fazer mais coisas pela primeira vez. Pensar menos e agir mais. Não perder oportunidades. Não me acomodar. Ir atrás dos meus sonhos. Mergulhar fundo nas emoções. Se preocupar menos com o que os outros pensam. E acima de tudo, ter coragem.
Essa é minha proposta de ano novo para você. Coragem. Para mudar sua vida radicalmente e recomeçar, se for preciso. Coragem de se entregar, de ser livre, de criar, de se reinventar. E aí, topa? Seja corajosa, que o resto vem junto.

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