3.8.13


As palavras que você deveria ter dito

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Era um domingo à noite qualquer, entendiante como todos os outros. Até que ele apareceu para salvá-la. Assim do nada, como o príncipe que não era. Buzinou em frente a porta da casa dela. Na verdade, ela não queria mais falar com ele. Isso traz problemas e eu quero paz, pensava. Mas era dessas que tem o defeito de não conseguir ficar com raiva de ninguém. Muito menos dele, muito menos quando ele lhe dizia aquelas bobagens ao pé do ouvido.

Então, com a desculpa de estar cansada demais para sair de casa a pé, entrou no carro dele. Tinha esquecido como era bom quando estavam juntos, mesmo que só como amigos. Como ele fazia as coisas parecerem mais fáceis. Ele colocou uma música no rádio do carro. Primeiro ela começou a cantar. Depois pensou que talvez aquela música linda que ela adorava, fosse uma indireta. Não era.

Os dois conversaram sobre todos os assuntos banais que podiam. O medo de que o silêncio pudesse trazer à tona as lembranças do passado e as questões não resolvidas entre eles, era maior do que qualquer coisa. Talvez dessa vez seja diferente. Talvez ele tenha mudado, ela pensou. Não tinha. Eles eram os mesmos de anos atrás, e nada pode ser consertado quando tudo fica como está. Ela logo se lembrou disso, ufa. Se lembrou de tudo que já tinha sofrido por aquele cara e que tinha decidido dar um basta em tudo. Se lembrou de como foi difícil e doloroso tomar a decisão de ficar longe dele. Difícil demais pra ele querer chegar de mansinho assim e estragar meses de tranquilidade e amor-próprio.

Na volta, ele disse: "Bom...chegamos. Você ainda mora aqui né?" Ela deu uma risada amarga, dessas que até doem de tanto que custam a sair em meio ao nó na garganta, e respondeu: "Claro." Ele apertou o volante. E ficou esperando. Esperando que ela se inclinasse e o beijasse, exatamente como fez da última vez que a levou em casa. Ela tirou a chave do bolso, abriu a porta do carro, e esperou. Talvez ele a puxasse pelo braço e dissesse tudo o que ela precisava ouvir. Não disse. Ela ia embora. Sabe-se lá quando eles iam se ver de novo e ela ia embora. E ele a estava deixando ir embora. "Faça alguma coisa, seu idiota.", foi o que ele pensou. Ela também pensou a mesma coisa, com o coração muito mais apertado que o dele.

"Então, tchau." E saiu do carro. Olhando pela janela, ainda agradeceu pela carona e deu mais um sorriso amargo, tentando fingir que estava tudo bem e que eles eram apenas bons amigos. Ele continuou olhando para frente, não queria encará-la. Não queria lembrar como era aquele sorriso, tão cheio de melancolia, que ela sempre tinha quando se despediam. "Tchau." E pisou no acelerador, deixando-a pensando que ele era o babaca que parecia ser.

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21.7.13


Papo reto

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"Você não pode ver que no meu mundo um troço qualquer morreu, num corte lento e profundo entre você e eu." Cazuza


Não tenho paciência para 'sorrisinhos' simpáticos. Não para os que não forem de verdade, sabe? Principalmente quando não me sinto nem um pouco disposta a ser simpática. Não me entenda mal. Não costumo agir sempre como uma velha ranzinza e arrogante. Só de vez em quando mesmo. Mas não tenho saco pra gente que finge ser o que não é e muito menos pra gente que já é podre por dentro e nem faz questão de fingir. 

Sinceridade é coisa que admiro e não é porque falo tudo sem pensar que não penso pra falar. Bem, eu sei quando estou errada, se é o que você quer saber. Mas nunca vou admitir. Sabe por quê? Porque eu cometeria os mesmos erros outra vez. Sempre fiz o que achei certo, pelo menos naquele momento. E se depois eu perceber que estava errada, que se danem vocês. Eu fiz o que eu tava com vontade e me arrependeria se não tivesse feito. Eu sou assim, você já sabia disso quando quis se aproximar se mim. Explosiva, louca, neurótica, impulsiva e dramática. Prazer. Eu.

Todo gênio forte paga seu preço. E o meu preço foi você. Você e outros tantos que passaram pela minha vida e que eu afastei por não saber lidar com o que sentia ou simplesmente por não ter paciência pra ser legal mesmo. Não faz falta, se é o que você quer saber. Te cortei da minha vida de um modo tão rápido que nem doeu. Doeu mesmo foi ver o que a gente tinha se afundando em sentimentos tão infantis, os nossos. Você, com a sua estupidez masculina incurável. Eu, com meu pavio curto e mania de me achar sempre certa.

O negócio, cara, é que eu não suporto mais a sua hipocrisia. Tenho vontade de te perguntar "porque é que você finge se importar comigo mesmo?". Você faz questão de dificultar a minha decisão de não-olhar-na-sua-cara-nem-gostar-de-você-muito-menos-te-ligar-de-madrugada. Dá pra ter noção do quanto isso é difícil? Você sabe que eu sempre perco pra você nesses nossos joguinhos, mas deixa eu te contar um segredo: contigo eu não jogo mais. Derrubei todas as peças do tabuleiro há muito tempo. E só você não percebeu. Coitadinho.

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17.7.13


No meio do amor tinha uma pedra

2

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Ele olha pra mim e eu me sinto bem e feliz. Você olhava pra mim e minha pernas tremiam, meu rosto corava e o coração quase saltava pela boca. Perdia o rumo dos pensamentos, das palavras, do caminho, perdia o rumo, enfim. Era assim, e eu me lembro muito bem.

Parece que nunca vou conseguir sentir por ninguém o que eu sentia por você. Talvez eu sinta algo melhor, talvez algum dia eu tenha um relacionamento de verdade ou um amor puro e lindo. Talvez um dia eu seja a protagonista da comédia romântica mais fofa de todas. Mas nada vai me tirar a saudade que eu sinto do que eu sentia por você. Veja bem, eu não sinto a sua falta. Eu sinto falta do que nós tínhamos, uma conexão que eu achava muito valiosa para ser desperdiçada, e por isso esgotei toda a minha energia insistindo em uma história que você nunca fez a menor questão de que tivesse um final feliz. Acho que me enganei. Uma pena. Uma perca de tempo.

E mesmo admitindo que, quando olho pra trás ainda sinto saudades de tudo - do modo como nós nos entendíamos só com um olhar, ou como você adivinhava o que eu ia dizer antes mesmo que eu pudesse formular a frase na minha cabeça, ou até os nossos signos que diziam que podíamos ter sido um casal perfeito, podíamos - mesmo admitindo tudo isso, admito ainda mais alto que estou bem melhor agora. Mais feliz, mais disposta, mais viva. Porque já não gasto mais tanto tempo, energia e coração com alguém que nem sequer olha para trás pra saber se não tropecei numa dessas pedras da vida, que ficam no meio do caminho.

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11.7.13


Apaixonada por palavras - Paula Pimenta

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Assim que eu vi esse livro na estante da livraria, já sabia que ia adorar. Só o título já me fez sentir uma identificação enorme com a escritora, Paula Pimenta - a autora de Fazendo meu filme e Minha vida fora de série, e assim que o abri dei de cara com a frase "sou geminiana". E sim, eu também sou geminiana e sou dessas pessoas loucas por signos, então resolvi comprar!



 É um livro de contos e crônicas, e de tanto que gostei quis postar pra vocês um texto lindo maravilhoso que dá nome ao livro:

Apaixonada por palavras

Odeio cantadas. Flores não me seduzem. Chocolates então, nem pensar. O que me comove são palavras.

No caminho de casa, passo por uma pista de cooper onde têm barras e aparelhos de ginástica. Em qualquer hora do dia ou da noite, rapazes de se fazer inveja aos galãs globais puxam ferros, correm mais do que para tirar a mãe da forca, levantam pesos, malham até o dedão do pé. Ao lado deles, garotas soltam suspiros para cada flexão de braço, lançam exclamações para cada bíceps trabalhado, fazem votação para definir qual peitoral é o mais sarado. Deixo tudo para elas. Tais rapazes não merecem um segundo olhar meu. Para mim, músculo em excesso é inversamente proporcional à inteligência.

Fim de semana. Depois de muita insistência, aceito o convite das minhas amigas para ir dançar, mesmo sabendo que me arrependerei. Lugar dos infernos. Quente, barulhento, enfumaçado. E ainda por cima tenho que escutar aquela mesma frase: "E aí, gata, vem sempre por aqui?". Fico na dúvida entre vomitar, sair correndo ou fingir que sou surda.

Outra situação: O moço é lindo. Toca violão. Minha família gosta dele. Já estou quase convencida de que é minha alma-gêmea. E então ele me manda um cartão: "Não me canço de te olhar". É, querido, vai ter que olhar para o outro lado. Cansada estou eu de quem não sabe escrever nem em português.

Mas por que eu sou tão viciada em palavras? Por ter crescido lendo enquanto minhas amigas brincavam de pique-esconde? Por minha primeira paixão ter sido o Cebolinha, nos gibis da Turma da Mônica? Por amar poesia desde que nasci? Não sei. O fato é que me desperta curiosidade quem sabe escrever o que pensa.

Garotos que escrevem bem têm um charme diferente. Suas palavras me acariciam de tal forma, que se tornam vitais para minha sobrevivência. Se eles têm tanto cuidado com a escrita, imagine o carinho que teriam comigo... Ah, os homens que sabem escrever! Alguns conseguem ser tão sinestésicos, que chego a perceber a voz deles por entre as linhas.

Os que mais me impressionam são os que adivinham meu pensamento, mesmo sem me conhecer. É indescritível a sensação de ler um texto e me identificar totalmente com as palavras do escritor. É como se ele tivesse roubado a ideia que eu ainda não havia tido, mas que já existia em mim. Emocionante perceber, na medida em que meus olhos vão descendo por sobre o texto, que existe alguém que pensa exatamente como eu.

Infelizmente, a recíproca não é verdadeira. O sexo masculino, no geral, ainda se sensibiliza mais com um corpo esculpido do que com a forma que as escritoras dão às suas frases.

No dia em que eu encontrar um que se importe mais com o que eu escrevo do que com a minha embalagem, eu me caso. Desde que a proposta seja feita por escrito. E que por trás daquelas palavras, existam óculos em vez de músculos.


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18.6.13


Por não estarem distraídos

0

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dear insanity

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Texto de Clarice Lispector

21.5.13


Aos meus maiores amores

2

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Alguém que me faça rir, quando o mundo me fizer chorar. Alguém que me olhe nos olhos. Alguém para estar sempre ao meu lado quando eu precisar. Alguém que me escute. Alguém que me entenda, ou finja que me entende. Alguém que sacrifique uma festa legal ou uma saída com os amigos pra ficar comigo, para me dar colo e cafuné de vez em quando. E para quando eu me descontrolar em meio às minhas oscilações de humor, alguém para me acalmar. E nos momentos mais estressantes, quando parece que o mundo vai desabar sobre mim, alguém para me lembrar de não levar tudo tão a sério. Ou quando meus pés saírem do chão, alguém para não me deixar esquecer de que a realidade bate à porta. Sempre.

Alguém que não vá embora quando eu pisar na bola. Porque sim, eu farei muitas besteiras. Alguém que festeje as minhas vitórias e padeça com os meus fracassos. Alguém que me faça ver o lado bom das coisas, mesmo quando tudo parecer perdido. Alguém que me irrite, me provoque e me desafie. Alguém que saiba contar piadas, mas prefira rir dos meus micos. Alguém que valorize as melhores pequenas coisas da vida e que me faça ter crises de riso incontroláveis. Enfim, alguém como você.

Obrigada por tudo. Por sempre ter estado do meu lado. Por me fazer confiar assim cegamente em você, sem medo nenhum. Pessoas assim a gente valoriza, sabe? Eu te valorizo, te amo. Não falo, e demonstro de um jeito bem torto, eu sei. Com socos, pontapés e palavrões, hahah. Obrigada, amigos.

É, eu tô falando de amizade. Esse sentimento lindo e puro, que se for mesmo de verdade, nunca vai te machucar. Amigos são esses seres mágicos que tem a capacidade de deixar nosso dia melhor só com um sorriso ou um consolo, ou só por existirem. Porque quem precisa de fadas madrinhas ou super herois, quando se tem amigos de verdade?

Esse texto é dedicado à todas as minhas amigas e amigos verdadeiros. Achei que mereciam. Muito obrigada a todos os meus anjos, meus maiores amores.

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17.5.13


Despedida

4

Sabe aquela sensação de que nada vai ser como era antes, nunca mais? Pois é. Só que ainda não se decidi se isso é bom ou ruim. É sempre assim quando algo bom termina. Dá uma alegria e ansiedade enorme de começar coisas novas, de viver e ser livre. Mas também dá um aperto e angústia inexplicável. Como se a gente hesitasse entre não ir embora nunca ou fugir correndo de uma vez. Ou como quando a gente termina de ler um livro, mas não consegue sair da história. Uma angústia. Uma vontade de começar o livro todo de novo, mesmo tendo outros para ler. Outros mundos a descobrir.

Não é nem saudade, é medo. Medo de não ser capaz de seguir sozinha, medo do desconhecido, medo de sentir tanta falta do que passou que isso impeça de seguirmos em frente. É por isso que eu odeio despedidas.

Geralmente eu não me despeço. Saio de mansinho, sem avisar. E sempre tenho que escutar alguém perguntar porque eu tô "sumida". É, eu sou medrosa mesmo. Não quero que as pessoas saibam da minha fragilidade, então evito qualquer situação que exija um pouquinho de delicadeza ou sensibilidade. Antipática, é o que dizem. Grossa, chata, irritante. Coitada, acha que engana alguém com essas máscaras de durona.

Mas dessa vez eu quis a despedida, sabe? Por mais que doa e sufoque, eu quis. Afinal, era a última vez. Sem replay ou flashback. E como resistir a tentação de se agarrar ao último momento até que ele escorra entre os dedos? É horrível isso que a vida faz. Faz com que as pessoas, para seguirem em frente, precisem seguir caminhos opostos. Faz a gente ter que escolher entre duas coisas que provavelmente nos fariam bem. Droga. Será que não dava pra ter tudo sem abrir mão de nada?

Eu queria o mundo e tudo que há nele. E se para viver eu tinha que me soltar dos seus braços...

Adeus, amor.

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13.5.13


Monomania

3

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Eu queria te encontrar hoje. Te contar tudo o que tem acontecido na minha vida, te falar de mim e falar de nós. Ou só ouvir sua voz mesmo. Queria que você percebesse como eu mudei. Como estou mais inteira, mais viva sem você. Ou só sentir seu cheiro mesmo.

Queria poder te procurar a qualquer instante e dizer que sinto a sua falta, que te quero. Sem precisar ter a preocupação das consequências que isso iria gerar. Enfim, que acabasse o medo de sofrer. Porque afinal, nesse meu sonho, você não me faria sofrer. Você nunca teria me feito sofrer.

Queria pensar em como seria nós dois, se tivesse dado certo. Queria sonhar com você, ou trazer o sonho pra realidade. Queria não ter mais medo e queria que tudo fosse mais leve entre a gente. E que não fosse tão complicado assim. Essa coisa que há, que se arrasta e nos agarra, e nos desespera. E me deixa fraca e pesada. Queria que não tivesse mais dramas. Menos drama e mais amor, por favor.

Eu queria mesmo, meu bem, aparecer feliz e radiante na sua frente. E que você soubesse que não preciso de você e que estou melhor sozinha. Ou que encontrei outro amor, que seja. Queria olhar nos seus olhos com a determinação e a frieza de quem não está nem aí. E no meio do meu fingimento passar a acreditar nas minhas próprias mentiras. Porque sim, são mentiras. Não tô nada bem e você não está aqui. Não tô nada bem porque você não está aqui.

Mas sabe o que eu mais queria? Que esse texto não fosse pra você. Como todos os outros. Droga.

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22.4.13


Ferida de amor não dói?

8

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Eu tenho essa necessidade meio louca - e até absurda - de expressar o que eu sinto com um papel  e uma caneta, simplesmente por não conseguir verbalizar porra nenhuma do que há dentro de mim. Vivo me perdendo entre o vazio de não amar ninguém e o caos dos amores impossíveis. Porque não gostar de alguém significa um buraco enorme no peito, um coração implorando por qualquer amor vagabundo ou paixão bandida. Qualquer coisa. Mas que faça sentir. Mesmo que faça sofrer.

É quando ele se lembra que tinha ele na parada, há algum tempo. Tinha ele no passado. E ele me fez sentir. E esse mesmo coração começa a remexer no que passou, remoendo sentimentos só pra ter por que chorar, só pra morrer de amor mais uma vez.

Como se eu tivesse juntado todas as tralhas  velhas de uma história e jogado em uma gaveta qualquer, por não ter mais espaço em nenhum outro lugar e por não ter coragem de jogar fora definitivamente, e de tempos em tempos precisasse abrir a gaveta e bagunçar tudo de novo. E olhar as fotos antigas, e reler as cartas amassadas, e acabar com uma garrafa de vinho ouvindo todas as músicas que me lembravam dele.

Desconfio que o tempo não cure merda nenhuma. A ferida cicatriza só o suficiente para que a gente - com essa mania insuportável de dramatizar sentimentos e ser masoquista - possa arrancar a casquinha com a unha, até sangrar mais. E a gente continua fazendo isso, até aparecer outra pessoa que nos faça esquecer completamente desse machucado que, aí sim, cicatriza.

Até que essa outra pessoa também vai embora e deixa outra ferida maior do que o mundo, aparentemente incurável. Mas relaxa, porque cura sim. Ou isso ou a gente se acostuma com a dor.

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14.4.13


As ilustrações de La-Chapeliere-Folle

10

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La-Chapeliere-Folle é uma ilustradora canadense de 19 anos com muitas referências do art nouveau  e que fez sucesso por ter feitos umas ilustrações incríveis de personagens famosos como Os Vingadores, Harry Potter e Princesas da Disney etc, tudo baseado nos desenhos do Tim Burton - eu particularmente achei o máximo!








Olhando o site dela, dá pra perceber que ela tem mesmo uma forte inspiração no Tim Burton, o que eu acho incrível por que sou fã dele - lembram do post dos meus diretores de cinema preferidos? 

Inclusive, no site tem uma galeria só dedicada ao Burton. Além dessa galeria também tem outras de desenhos inspirados em Jogos Vorazes, Alice no País das Maravilhas etc.
















in love por essas ilustrações, pela riqueza de detalhes, pelas cores e pela história fantasiosas que elas transmitem...Difícil de escolher uma imagem preferida né?

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25.3.13


Amor pra recomeçar

5

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Engraçado é perceber que não preciso mais evitar de ouvir a sua banda favorita, porque isso não me traz mais nenhuma angústia ou tristeza. Porque eu não te comparo mais com o vocalista, e nem te acho tão bonito quanto ele. Engraçado é não me identificar com cada música de amor, de qualquer banda ou gênero, porque eu achava um saco ter que admitir que uma música sertaneja "de corno", como eu dizia, descrevia perfeitamente como eu me sentia. E mais engraçado ainda, é como as músicas marcam as fases da vida da gente. Fases que passam.

Eu deixei de ouvir muitas canções por sua causa, sabe? Havia uma ou duas músicas de amor que me faziam lembrar de cada momento feliz ao seu lado, o que tornava o momento presente muito doloroso. O momento presente, passado. Mas engraçado mesmo, é notar que tudo isso, toda essa bobagem, passou. E que eu não espero te ver de novo, e que você desistiu de mim, assim como eu desisti de te esperar. Acabou. Passou. Já foi, já era. Fim.


E apesar de eu ainda me lembrar no nosso abraço de despedida e estar plenamente consciente de que ele aconteceu apenas há alguns meses, eu tenho a maravilhosa sensação de que se passaram anos. De que o futuro me espera, e ele não inclui você. De que já estou vivendo o futuro. E traçando meu caminho, seguindo a minha vida e essas coisas que as pessoas precisam fazer quando um relacionamento acaba. Exceto pela parte do "a fila anda". Não andou. Ainda. Meu coração não está desocupado porque meu amor por você ainda ocupa um canto escuro, quase invisível dentro dele, que eu insisto em ignorar. E vai ser assim, até nunca.

Até alguém chegar e fazer da minha vida um vendaval de emoções outra vez. Alguém diferente de você, alguém especial. Alguém que valorize o que há de mais puro no amor. Alguém que me faça sorrir, e só sorrir. Sem lágrimas, sem ciúmes, sem angústias, sem gritos, sem dramas. Só amor.

24.3.13


Sessão Retrô: A malvada

4

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Eu sou apaixonadíssima por filmes antigos, principalmente se for em preto e branco. E hoje assisti A Malvada, de 1950 (Título original: All About Eve), e adorei!

A malvada em questão é protagonizada pela diva Bette Davis, que vive uma atriz de quarenta e poucos anos (Margo Channing) e se preocupa com o fim de sua juventude. Daí aparece na vida dela uma jovem fã, chamada Eve. Só que essa "fã" acaba querendo ser tudo o que Margo é e já foi e isso pode ser uma ameaça para a estrela. De acordo com a Veja, o filme é "um clássico sobre ambição e rivalidade" e eu recomendo para todos que gostam de uma boa história de intrigas, mentiras, inveja e uma dose de romance. 




E se você ainda não se convenceu, te dou mais dois motivos para assistir: o filme é vencedor de seis Oscar - incluindo o de Melhor Filme - e conta com a participação especial da diva master, Marilyn Monroe, no comecinho da carreira!


A vídeo abaixo mostra a atriz Bette Davis falando sobre Eve e algumas cenas do filme, foi o único vídeo que achei legendado:


Melhores frases de A Malvada:

  • "Paz e sossego são para bibliotecas." 
  • "É tanta gente que me conhece...Só eu, que não."
  • "Essa é a carreira que todas temos em comum, quer gostemos ou não: ser mulher. Cedo ou tarde temos essa preocupação."
  • "Apertem os cintos. A noite vai ser turbulenta."
  • "Eu jamais entenderei como é que um corpo que tem voz, de repente pensa que é cérebro."


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22.3.13


Os covers de Lauren Tate

6

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Hoje eu tava assistindo a alguns vídeos no youtube, e ele me "recomendou" um cover de The Pretty Reckless - minha banda preferida - que a britânica Lauren Tate fez, eu fui assistir e simplesmente amei! Com apenas 16 aninhos, ela tem uma voz incrível e forte e faz vários covers de bandas legais. Além de TPR, ela já fez de Led Zeppelin, Joss Stone e Pink. E ela tem um estilo bem rockeira, tanto nas músicas como no cabelo e roupas super estilosas.


A Lauren tem só 16 vídeos no seu canal do youtube e pouco mais de 3.000 inscritos, que eu acho pouco para o talento que ela tem. Mas enfim, não vale a pena ficar lendo o que eu escrevo tanto quanto vale a pena assistir os vídeos dela, sério, assistam e não vão se arrepender!


Dica: Você pode fazer download grátis da música acima no site oficial.


Na versão de algumas músicas, Lauren não fez só o cover, mas também o clipe!






Perfeita, sim ou claro????

17.3.13


Sessão Retrô: Twiggy

6

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 Bom, eu não andei postando muito esse final de semana, mas hoje eu tive essa ótima ideia de criar uma tag chamada "sessão retrô" aqui no blog. Essa tag vai ser, como indica o nome, pra falar de coisas retrôs, já que eu adoooro, principalmente quando tem a ver com anos 50 e 60. E o post de hoje é sobre a modelo Twiggy!


Twiggy foi uma modelo nos anos 60 e a primeira top model mundial. Hoje ela tem 63 anos e é atriz, cantora, estilista e designer. Mas ela foi eternizada como ícone fashion dos anos 60 - mais ou menos a Gisele Bündchen de hoje - e sua marca registrada eram a beleza andrógena, o corte de cabelo super moderno - como vocês podem imaginar, não era muito comum as mulheres da época usarem o cabelo tão curto - e os SUPER cílios maravilhosos!






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Cansada de ser perfeita como modelo, Twiggy resolveu tentar carreira como atriz e cantora. Ela fez vários filmes de sucesso e ganhou dois Globos de Ouro. Além disso, é ela na capa do CD Pin Ups, do David Bowie:



É isso gente, alguma sugestão para o próximo "sessão retrô"? Tenho várias ideias, aguardem. =D